Debater táticas e estratégias adotadas pelos treinadores de Grêmio e Inter sem pudores. Lembrem-se dos jogos de botão puxador no Mimo, ou dos clássicos manuais da Copa do Zé Carioca, e inspirem-se: é a vez do treinador interativo!

11/02/2006

Figuerra

- Mesmo de longe, nas cadeiras, a mão do treinador alcança os seus comandados. Vejamos:
- Sabemos que o Alessandro não é o Carlos Alberto Torres redivivo. Mas é melhor que o Patrício. Portanto, quem insiste em contar com Patrício merece a retribuição à altura que o próprio Patrício concedeu ao protetor Mano Menezes, entregando o jogo.
- Aquele gol desconexo, no estádio em ebulição, matou o Grêmio. Todo o restante foi conseqüência da patética aberração protagonizada pelo lateral de Mano Menezes.
- Não falarei de Ramon, aliás, outro protegido. Só afirmo que, duvido muito, ele consiga atar as chuteiras do Paulo Ramos. Só isso.
- Rômulo fez um curso intensivo de desperdício de gols feitos. Ontem à noite recebeu a diplomação - dizem as más línguas, foi aprovado com louvor e com uma estrelinha no boletim.
- E o Escalona me racha a cara.

10/27/2006

Vitória dos gaúchos

- Só tenho uma palavra a dizer: Herrera.

10/23/2006

Fugindo da pré-Libertadores

- O Grêmio não deveria mais ficar pensando em título, embora não seja uma ambição inviável. Tem que focar é na segunda colocação, ou na terceira - se o Inter for o segundo. Até onde eu sei, apenas os dois primeiros entram direto na Libertadores, do terceiro ao quinto é preciso disputar a pré-Libertadores. O que é realmente muito arriscado. Já pensou pegar de cara o Boca Juniors na pré-Libertadores?
- Ontem o tricolor foi bem até o Mano Menezes ter uma recaída, e promover alterações que fizeram a qualidade do time despencar. Claro que ele não tinha Herrera no banco - o argentino iria incendiar o jogo, com certeza. Mas colocar o garoto Aloisio numa fogueira dessas foi lamentável. O guri não acertou nada, literalmente.
- Sem contar que Wellington provou ser totalmente desprovido de atividade cerebral construtiva. Wellington..ah, Wellington. Porque és acéfalo? Bendita cãibra.
- Foi um empate justo, embora ambos tenham criado ótimas chances para vencer. E nenhum vencedor seria acidental. Grande jogo, Mano Menezes (excetuando-se as alterações e a paixão por Wellington) e Muricy foram maravilhosos na armação. Aliás, se Muricy jogasse nesse 4-4-2 inteligente na Libertadores, teria sido campeão.
- Já o Inter foi novamente competente, em outra vitória sem brilho. Bateu em bêbado, mas pior seria apanhar de bêbado. A Ponte já havia sido surrada pelo Grêmio, nada mais justo.
- A prova de que o Inter poderia ser campeão brasileiro com certa facilidade é a campanha. Apesar de Abel Braga, da desmotivação, do pensamento no Japão, e da falta do brilho demonstrado no início do ano, os colorados estão em segundo lugar. E na tabela tem muitos adversários ruins pela frente. Dava para ser campeão, fácil.

10/16/2006

Gre-Nal em ascensão

- O Grêmio foi competente, como geralmente acontece quando joga desfalcado. Perde o brilhantismo, mas mantém-se bem na foto. O resultado foi melhor do que atuação, mas nem sempre bom futebol soma pontos na tabela.
- Mas tem duas coisas importantes: Ramón, realmente, não dá. Ele é muito fraco na armação, e talvez o que venha sustentando este rapaz com a camisa 7 é o oportunismo dele na bola aérea. Mas é pouco. Paulo Ramos, recuperado, merece uma chance no lugar de Ramón, enquanto o titular Leo Lima segue fora.
- Outra coisa: louvemos a suspensão de Patrício. Assim, Alessandro retoma a titulariedade, e não deve mais sair. Na outra lateral, preciso urgente do telefone do pai de santo do Wellington - quando esta ruindade finalmente perde a titulariedade, Bruno Telles se machuca: sai, vodu!!!
- O Inter segue o mesmo embalo do Grêmio. Jogou pro gasto contra o Fluminense, e ainda sobrevive a Abel Braga, embora esteja na iminência de ser derrubado pelo próprio treinador.
- Iarley não deixa saudades de Rafael Sóbis, e a ausência de titulares e recém-contratados deixa no ar a impressão de que as coisas vão melhorar.
- Além da briga pela ponta - fato raríssimo na gangorra Gre-Nal, sempre pendendo para um lado, e hoje nivelada - os dois times brigam palmo a palmo pela incidência de público. Finalmente os torcedores de Grêmio e Inter justificam aparecer entre as maiores torcidas do país. Parabéns a ambos.
- Temo o apito amigo no próximo domingo, contra o São Paulo.

10/09/2006

Últimas rodadas

- Como eu previa, neste final de campeonato prevalece o perde-ganha. Principalmente no roteiro dos times médios - entre eles o Grêmio. Vencer o Palmeiras com dificuldades não é anormal, mesmo jogando em casa, assim como perder para o Santos na Vila Belmiro não dói.
- O que dói para os gremistas é saber que dava para ter ganho do Santos, e dói mais ainda a falta de explicações para essa paternidade santista sobre o Grêmio: porque essa freguesia? porque o medo de jogar na Vila Belmiro?
- Ouvi Mano Menezes na véspera do jogo dizendo que "iria analisar as partidas anteriores no mesmo estádio para saber as causas dos maus resultados do Grêmio na Vila". Pois acho que ele não assistiu muito bem a esses VTs.
- Afinal, a Vila é um campo largo, quem tenta povoar meio-campo e esperar da linha intermediária defensiva para trás (um sinônimo carinhoso para "retranca") nunca fecha por inteiro os espaços. Assim, tanto pelas pontas como pelo meio o Grêmio fez água, assistindo ao Cléber Santana jogar sozinho, sem marcação.
- Já o Inter, tendo perdido um jogo ganho para o Cruzeiro, cumpriu sem brilho a obrigação de vencer o São Caetano em casa. O time parece desinteressado, e não se admite essa dependência técnica do Fernandão - sem ele, o Inter emburrece.
- Hoje em dia não dá para ter jogador insubstituível. E insistir com o Adriano, realmente, já deu o que tinha que dar.
- No Grêmio, sem Hugo e Leo Lima, o Mano Menezes poderia pelo menos por enquanto abdicar do 4-5-1. Porque promover Ramon - o Inoperante, e Rafinha ao mesmo tempo entre os titulares é derrubar a quase zero a inteligência do meio campo.
- Se ele não vai abdicar do Ramon, coloca Herrera e Rômulo pra jogar, os dois são combativos e voltam para marcar, o time não vai ficar desguarnecido. E ganha do São Caetano, que é uma barbada. É melhor começar assim do que sair perdendo e colocar o Herrera quando não adiantar mais.

10/04/2006

Porcaria

- O Palmeiras, vulgo Porco, chega sem Tite, desfalcado, um rascunho da caricatura de algo que um dia foi, quando mparado pela multinacional italiana de laticínios. Mas é o Palmeiras, e muitos entre os jogadores escalados hoje fardariam no Grêmio. Até o Chiquinho, no banco do Palmeiras, seria titular tricolor.
- Sem Lucas - o Grêmio fez bem não se debatendo contra a convocação do volante, afinal, atuar pela Seleção agrega valor ao bem mais precioso do Olímpico - Sandro Goiano entra. Reprisando 2005, o Grêmio sentirá menos na defesa, com a segurança dele, do que no ataque. Dá para liberar mais o Leo Lima (sem firulas) e o Hugo, compensando a falta dessas investidas diagonais e surpreendentes do Lucas.
- Se o Tcheco não jogar, eu escalaria Herrera no lugar. Rafinha, com todo o respeito que devo à dedicação dele, poderia jogar num dos tabuleiros de botão do Mimo, ali na Fernando Machado.
- O melhor jogador do Grêmio estará nas arquibancadas - o tricolor tem a segunda melhor média de público somadas as três divisões nacionais. Méritos para a Geral, que apesar de todos os equívocos na hora do confronto com rivais, revigorou e rejuvenesceu uma torcida que estava na UTI. Repercutindo, inclusive, no lançamento de um genérico no Beira-Rio.

O retorno da soberba

- O placar de domingo evidencia um problema pré e pós Libertadores, do Inter de Abel Braga, embora o treinador colorado se esforce em evitar esse carioquismo, ou pelo menos evita transparecê-lo.
- Talvez a palavra certa não seja soberba, poderia ser desconcentração, ou descontração. Mas largar com 3 a 0 e deixar o Paraná encostar num perigoso 3 a 2 é, no mínimo, preocupante.
- Abel Braga tem de dar o exemplo: parar de sacar titulares e promover a entrada de reservas quando acredita que o jogo está ganho, desestabilizando o equilíbrio técnico/tático. Cobrar mais empenho, motivar com sinceridade, não para as câmeras flagrarem.
- O Inter é melhor que a esmagadora maioria dos times brasileiros. Mas não pode entrar em campo achando que a vitória não prescinde de esforço.
- Amanhã, contra o Cruzeiro, será um bom jogo - o time de Minas vive altos e baixos, perdeu jogadores, trouxe outros...é, enfim, uma incógnita. E o Inter costuma jogar melhor fora de casa, onde o foco se mantém mais facilmente, até pela pressão adversária.

9/29/2006

Mas bah

- Me passei nas contas pessoal, e com essa de produzir um blog que necessita de atualização diária no ClicRBS - por sinal, esbanjando boa repercussão em Pelotas - acabei preterindo o espaço da dupla Gre-Nal. Peço desculpas aos amigos e fiéis colaboradores, pretendo retomar a assiduidade por aqui também.
- Não cheguei a projetar nada antes da rodada anterior, nem comentei os resultados. Por isso, não tenho como comprovar a frase profética dita aqui na redação da RBS/Pelotas por mim, antes de Grêmio e Goiás: "lá no Serra Dourada, é quatro pra cima".
- Os colorados interpretaram como uma fuga, caso o Grêmio perdesse teria eu uma justificativa. Mas a predição rendeu status, por isso pelo menos na redação não vou prever mais nada - encerro a carreira por cima, lógico.
- Bem, o Grêmio em Goiás foi apático, contaminado pelos seus laterais. Se perceberem, os quatro gols goianos tiveram a participação do Vítor, lateral direito, ou do Jadilson, lateral esquerdo. O segundo gol, então, é um cruzamento do Vitor para o Jadilson.
- Ou seja, eles deitaram e rolaram com Wellington e Patrício. Acho que deu né, Mano Menezes: bota qualquer um, mas Wellington e Patrício não dá. Não dá! Se há no Olímpico alguma pretensão maior que não seja se manter na Série A, esses dois indivíduos precisam ser banidos do futebol portoalegrense.
- No Beira-Rio, o Inter empatou com o Corinthians, um resultado nada anormal, mas que causou repercussão negativa na torcida em função das derrotas anteriores, para Figueirense e São Paulo. Abel tanto preteriu Vargas que foi amaldiçoado com a lesão do colombiano. Pinga chegou gordinho e Hidalgo é um jogador comum. Lá no Japão, será tudo com o coitado do Fernandão!
- Amanhã tem Inter e Paraná, um time enjoado que depois de perder para o Grêmio se reajustou e está incomodando na ponta de cima. Recomendo cautela, embora um empate não sirva de motivo para comemoração. Acho que dá tricolor paranaense.
- Para terminar, Lucas na seleção é questão de justiça. Afinal, com Dudu Cearense por lá, a posição está totalmente aberta ao debate.